Publicado em 21 de novembro de 2018

EMPRESARIAL - Fluxo de Caixa totalmente comprometido?

Os efeitos causados nos caixas das empresas em razão da ultima crise que nossa economia atravessou, para as empresas que continuam ativas pode se dizer que foi muito forte, porém, muitas empresas ficaram pelo caminho.

Uma parte relevante das empresas sentiram o impacto no caixa e no resultado e com certeza por falta de flexibilidade e experiência, não souberam definir um plano de ação para superar o difícil momento, outras, já “caminhavam” em situações complicadas e faltava como se diz “uma pá de cal”.

Vamos falar das empresas que estão ativas e precisam superar os efeitos deixados, primeiramente no caixa da empresa, entretanto, não podemos deixar de lado os efeitos no Resultado.

Com certeza para se “manter de pé” para vaias empresas o caminho foi recorrer aos bancos e obter Capital de Giro, entre outras linhas de crédito, só que com a queda nas vendas ou mesmo diminuição das margens, o caixa continua “asfixiado”, ou seja, completamente comprometido; para pagar os bancos tem que deixar outros compromissos para trás, e depois pagar juros, despesas de cartório entre outros custos que por fim acabam comprometendo ainda mais o resultado da empresa.

Pagar as dividas com os bancos é fundamental para qualquer empresário que tem por principio cumprir os compromissos assumidos, mas é importante ter em mente que para que possa honrar os compromissos assumidos a empresa necessita estar saudável, e com certeza, “carregando” um peso maior do que tem capacidade uma hora a corda arrebenta e a empresa “quebra”.

As dívidas bancárias independente de serem um grande volume podem sim ser renegociadas, desde que o processo de negociação ocorra na esfera administrativa e de forma profissional seja apresentado aos bancos o compromisso da empresa de estar pagando sua divida, entretanto, ajustando as parcelas a sua capacidade de pagamento; é muito comum em nosso segmento conversarmos com empresários que tentaram realizar essa negociação de alongamento e acabarem por aceitar a proposta definida pelos bancos e depois de 3 a 4 meses voltarem novamente aos bancos pois continuam sem condições de cumprir o acordo realizado, isso porque não foi feito baseado na capacidade de pagamento da empresa e sim na “empurrologia” realizada pelo banco, para mostrar que tentou ajudar a empresa.

A efetivação de uma negociação benéfica para todos (bancos e empresa) requer planejamento, estudo da real situação da empresa e suas expectativas de resultados no curto e médio prazo, com isso é possível “traçar” um plano e apresentar aos credores, com certeza eles não irão concordar, porem, isso faz parte do processo de negociação e para isso a expertise de profissionais altamente capacitados e com grande experiência no assunto fará a diferença e que com certeza será de extrema importância para o sucesso da empresa.

Apesar de ser um processo que nenhum empresário gostaria de passar, quando o problema esta consolidado, a melhor alternativa é compreende-lo e definir estratégias para resolvê-lo.

 Vale ficar atento!!!

 

Walber Almeida Xavier de Sousa - Diretor da AXS Consultoria Empresarial (www.axsconsultoria.com.br), atua na Gestão Empresarial de empresas de pequeno e médio porte, nas áreas de Administração, Finanças e Controladoria. Graduado em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Contabilidade Gerencial e Controladoria e com MBA em Gestão Empresarial.

Fonte: Contábeis


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