Publicado em 30 de dezembro de 2021

ECONOMIA - Mais de 30% dos brasileiros usam criptomoedas, indica pesquisa

30/12/2021
Brasil
Administradores

De acordo com novo levantamento da multinacional de serviços financeiros Visa, criptomoedas como o bitcoin são não apenas já usadas por mais de 30% dos brasileiros, como têm no Brasil o mercado com o maior potencial para crescer entre todos os lugares pesquisados - já que o país conta com a maior porcentagem de indivíduos adultos dispostos a investir nos ativos digitais (29%).

Intitulado "O Fenômeno Cripto: Uso e Atitudes do Consumidor", o estudo, realizado em parceria com a LRW, aponta que 97% dos brasileiros conhecem esse tipo de moeda, sendo que cerca de um terço deles já o utiliza como proprietários passivos - como meio de investimento - ou ativos - para transações comerciais. Esses usuários também se mostram interessados em adquirir ainda mais criptomoedas no próximo ano e creem em sua ampla adesão pela população entre os próximos 5 e 10 anos, como forma de aquisição de produtos e envio de dinheiro para amigos e familiares.

Os consumidores engajados com tais moedas também as consideram uma boa maneira de construir patrimônio e diversificar carteiras de investimentos, sendo que 71% dos proprietários ativos as veem como alternativa mais vantajosa que ações da Bolsa. Por outro lado, os brasileiros que não têm criptomoedas alegam como principais barreiras a falta de conhecimento (60%) e de fundos (51%) para adquiri-las, além da volatilidade da categoria.

"Esses resultados sugerem que as criptomoedas estão deixando de ser um ativo de nicho voltado a uma pequena comunidade de investidores e chegando ao mercado geral, ficando cada vez mais acessível ao público e a novos adotantes no Brasil", avalia Romina Seltzer, dead de Soluções para a Visa América Latina e Caribe.

Entre os usuários engajados também há alta expectativa pelo lançamento, por parte das instituições financeiras, de planos de recompensas ou cartões para uso de ativos digitais. "Conforme os consumidores forem mudando sua forma de investir, escolhendo seu banco e vendo o futuro do dinheiro de novas formas, todas as instituições financeiras precisarão ter uma estratégia para criptomoedas", complementa Seltzer.


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