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Facisc se úne às entidades contábeis na busca de melhorias na implantação do Bloco K

Com a participação do vice-presidente da Facisc, André Gaidzinski, e do advogado tributarista da entidade, Lucas de Assis, aconteceu nesta quinta-feira à tarde uma reunião sobre o Bloco K, na sede do CRCSC, com a presença de lideranças contábeis de todo o Estado. O encontro foi solicitado pelo diretor da Regional Curitibanos do Sescon Santa Catarina, Jandival Ross, que sentiu a necessidade de aprofundar o debate ao ler o resultado de pesquisas feitas junto a grande empresas. “Boa parte delas ainda tinha dúvidas em relação a implementação do Bloco K”, disse. “Imagina como está a situação entre as pequenas empresas, tributadas pelo sistema de Lucro Presumido?", questionou. Somente estão excluídas do Bloco K empresas enquadradas no Simples Nacional.





Antes da abertura dos debates, o presidente do CRCSC, Adilson Cordeiro, fez uma breve apresentação sobre o Bloco K (digitalização do livro de controle da produção e estoque, por meio do qual organizações industriais e atacadistas deverão apresentar seus estoques e sua produção no SPED Fiscal).





O vice-presidente da Facisc observou que as empresas e a classe contábil precisam trabalhar em parceria. “São os contadores que têm condições de apontar os problemas que hoje dificultam a implementação do Bloco K”, disse. Ele se dispôs a levar esse assunto ao conhecimento da bancada catarinense no Congresso Nacional.





Para o presidente da Fecontesc, Tadeu Oneda, um dos problemas é o alto custo dos sistemas oferecidos. Já o presidente licenciado do Sescon Blumenau, Jefferson Pitz, ressaltou que a nova obrigação exige que as empresas qualifiquem melhor o pessoal da área de controle e invistam mais em tecnologia. “É uma mudança muito grande de cultura”.





Já o presidente do Sescon Grande Florianópolis, Fernando Baldissera, observou que o Bloco K precisa ser discutido pelas empresas, pois a informação terá que ser gerada e tratada por elas e não mais nos escritórios de contabilidade.





Ao final, ficou acertado que a Facisc encabeçará um movimento – tendo como base informações repassadas pelas entidades contábeis – visando encontrar a melhor forma de implantar o Bloco K. Entre as opções, está a prorrogação do prazo de início da vigência, hoje previsto para janeiro de 2016, ou a definição de um piso de R$ 78 mil para o enquadramento das empresas afetadas, a exemplo do que é feito no e-Social.





Para o presidente do Sescon SC, Eugênio Vicenzi, esta é uma ótima decisão pois o Bloco K afeta mais a classe empresarial do que a contábil, sendo um assunto bastante complexo.





Também participaram do encontro o presidente do Sescon Blumenau, Nelson Mohr, e o diretor da entidade, Maurício Tobias, bem como o vice-presidente do CRCSC, Marcello Seemann, e o diretor financeiro da Fecontesc, Renato Calda.


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