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Empresas criam aplicação em nuvem menos complexa para atender PMEs

Na medida em que a importância da tecnologia em nuvem cresce, fica clara a estratégia das empresas que oferecem o serviço a pequenas e médias: investir em ferramentas mais simples, capazes de integrar funcionalidades e que consigam se adequar à realidade de cada cliente.





Neste sentido, companhias como Microsoft, IBM, Oracle e SAP se posicionaram de maneira mais firme na oferta de soluções empresariais na nuvem, para competir com a Google For Work, divisão de negócios do Google.





A aposta da companhia norte-americana não é competir na oferta de serviços "pesados", como hospedagem ou gestão de banco de dados, mas auxiliar em questões menos complexas, como gestão de documentos e comunicação interna - de preferência utilizando ferramentas populares entre os consumidores. "Ofertar o software como serviço ao invés da infraestrutura como serviço é algo que está fazendo sucesso no Google. Outras empresas, como a Microsoft, já começaram a oferecer o produto também", diz o diretor operacional da consultoria especializada em nuvem Cloud Market, Diogo Silva.





Para combater o Google for Works, a Microsoft investe no Office 365, uma evolução do Pacote Office, mas que funciona através da nuvem. A ferramenta agrega serviços já conhecidos do grande público, como o Word, Skype e Excel, a novas funcionalidades. Outra que mira o segmento é a Oracle. A multinacional elegeu a expansão da base de clientes em SaaS (do inglês Software as a Service, que designa a oferta de software como serviço) como um dos objetivos para 2015 no Brasil. Para tal, a empresa investe na ampliação dos canais de vendas, ampliando o foco no software como serviço, além de estar prestes a inaugurar um data center no interior paulista, responsável por fornecer infraestrutura para a expansão das operações.





Velhos conhecidos





Uma das vantagens do Google for Works sobre boa parte dos adversários é a popularidade dos produtos no pacote empresarial entre o grande público - um bom exemplo é o serviço de e-mails Gmail. No leque de opções ainda estão versões turbinadas de aplicações como a ferramenta de mensagens e videoconferências, hangouts e armazenamento de arquivos em nuvem Google Drive, com capacidade ilimitada quando a licença corporativa é adquirida.





"Nosso trabalho é dar uma característica empresarial para aquilo que já é usado no dia a dia", conta o Sales Manager do For Works no Brasil, João Rocha. "A diferença é que, nesse caso, há um contrato de serviço que garante um suporte completo". Os preços variam, mas a partir de US$ 5 por funcionário já se consegue ter acesso à estrutura.





No caso de pacotes mais completos, novas funcionalidades podem ser adicionadas, como ferramentas para auditorias e proteção de informações importantes. Contudo, o especialista Diogo Silva alerta que o processo de migração para uma estrutura do gênero requer atenção especializada.





De acordo com um levantamento da consultoria de tecnologia BetterCloud que ouviu 1.500 executivos de TI em 53 países, o número de empresas que planejam transferir todas as suas operações para a nuvem deve chegar a 26% em 2017 - atualmente, elas representam 12%. Entre os usuários do Google for Works, 66% planejam completar a transição até 2020; no caso dos usuários da ferramenta da Microsoft, 49% admitem efetuar a migração até o mesmo ano.





Anúncios





Ontem, o Google divulgou a nova ferramenta Purchases on Google, que permite ao usuário fazer compras direto dos anúncios que aparecem nas buscas. A ferramenta já estava em teste com alguns varejistas. Junto com os anúncios, os compradores poderão conseguir informações como avaliar os produtos e a disponibilidade destes em lojas próximas.







Texto confeccionado por: Henrique Julião


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