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Com taxa de 6,8%, desemprego cai em um ano e fica estável no 3º trimestre

O desemprego no Brasil atingiu 6,8% no 3º trimestre de 2014 (julho a setembro). Isso representa estabilidade em relação ao 2º trimestre (6,8%) e uma pequena queda na comparação com o mesmo período do ano passado (6,9%). 



O dado foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (9). A Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) é a análise trimestral de desemprego. Ela leva em conta dados de 211.344 domicílios particulares permanentes distribuídos em cerca de 3.500 municípios.



Norte atinge mesmo índice de desocupação do Sudeste

Na comparação com o mesmo período de 2013, a região Norte teve a maior redução do desemprego, passando de 7,5% para 6,9%. Pela primeira vez na série histórica o nível de desemprego no Norte ficou igual ao do Sudeste.



A desocupação no Nordeste ficou em 8,6% no 3º trimestre, a maior do Brasil. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa teve queda de 0,4 ponto percentual. O Sul apresentou o menor nível (4,2%).



No Norte e no Nordeste foi registrado o maior número de trabalhadores por conta própria do país, 30,2% e 29,4%, respectivamente.



Nível de desemprego entre jovens é maior que média total

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação dos jovens entre 18 e 24 anos ficou em 15,3%, apresentando grande diferença em relação ao nível médio total. Isso foi verificado em todas as regiões, variando de 10,2% no Sul a 19,1% no Nordeste. 



A taxa de desemprego entre as mulheres é de 8,2%, maior do que a dos homens (5,7%). 



Cresce número de carteiras assinadas entre empregados domésticos

No 3º trimestre deste ano, 32% dos trabalhadores domésticos tinham carteira assinada, crescimento em comparação com o mesmo período de 2013 (29,9%).



No setor privado, segundo o IBGE, 78,1% dos trabalhadores tem carteira assinada, aumento de 2,7 pontos percentuais em relação ao 3º trimestre de 2012.



Pnad Contínua vai substituir análise mensal

Atualmente, o IBGE divulga regularmente duas análises de desemprego ao longo do ano. Além da Pnad Contínua, também realiza a PME (Pesquisa Mensal de Emprego).



A PME, porém, deve deixar de existir em 2015. Ela é baseada nos dados das regiões metropolitanas de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).



Como não tem abrangência nacional, a PME apresenta resultados diferentes da Pnad Contínua. Na última pesquisa mensal, referente a outubro, a taxa de desemprego registrada foi de 4,7%, a menor em 12 anos.



Foram divulgadas cinco Pnad Contínua até agora. A primeira com dados do 1° trimestre de 2012 ao 2° trimestre de 2013; a segunda relativa ao 3º e 4º trimestres de 2013; a terceira referente ao 1º trimestre de 2014, a quarta ao 2º trimestre, e a última, com dados do terceiro trimestre de 2014.


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