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Picciani lista setores que podem se manter na atual regra de desoneração da folha

Brasília, 19 - O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), elencou nesta terça-feira, 19, alguns setores que podem permanecer, em seu relatório, dentro das regras atuais de desoneração da folha de pagamento. Segundo ele, os setores de transporte, cuja revisão da política poderia gerar aumento de tarifa, e de TI e comunicação, que necessitam de grande quantidade de mão de obra, podem ser excluídos do aumento de alíquota defendido pela equipe econômica. Picciani disse ainda que os itens da cesta básica também podem ser mantidos dentro das regras de tributação atual.





Picciani é o relator do projeto de lei que revê a política de desoneração da folha e que é visto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como medida fundamental do ajuste fiscal. Segundo Picciani, os setores de transporte, TI e comunicação devem manter a carga tributária atual caso o governo insista em se opor ao escalonamento do aumento de imposto. Picciani disse ainda que se a equipe econômica permanecer inflexível, contra o escalonamento, ele também poderá adiar a vigência das mudanças previstas no projeto para 2016. "Entendemos a necessidade de cortar, mas temos que ter sensibilidade com as pessoas."





Bancos





Líder do maior bloco da Câmara e fiel aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Picciani defendeu ainda que os bancos também precisam contribuir com o ajuste fiscal. "Há o sentimento de que estão faltando os bancos (no ajuste)", disse. Segundo ele, uma das medidas que poderiam ser encampadas para que o ajuste não penalize apenas os trabalhadores e o setor produtivo é o aumento da contribuição sobre os lucros.


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