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Empreendedor não pode ficar paralisado, diz Sebrae

Neste momento de ajuste da economia, é preciso que os empreendedores tenham cautela, mas não fiquem paralisados. A avaliação é de Luiz Barreto, diretor-presidente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). "É preciso ter essa mentalidade. Não conheço grande e pequeno empreendedor que esteja parado. Todos estão procurando uma forma de melhorar a produtividade", disse nesta quarta-feira, 13, durante o 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, em São Paulo.



Ele destacou ainda a necessidade de avanços na legislação de modo a contribuir para o aumento da competitividade da indústria brasileira e ressaltou a importância da integração entre companhias de diferentes portes. "Um ecossistema legal é fundamental para que tenhamos avanços", pontuou. Ele afirmou ainda que a parceria entre o Sebrae e a CNI tem sido fundamental para inserir a agenda da inovação nos pequenos negócios. "O Sebrae atende cerca de 2 milhões de empresas a cada ano, dessas 164 mil da indústria, o que representa 16% dos clientes", afirmou.



Para Barreto, uma indústria forte é imprescindível para o crescimento de um país e, independentemente do porte da empresa, é importante que todas estejam alinhadas. "As grandes empresa precisa de uma cadeia de fornecedores preparada para inovação, todos os elos precisam ser competitivos, ter mais produtividade", afirmou.



Barreto afirmou que o Sebrae tem investido fortemente em inovação e que de 2015 a 2018 já foram aprovados mais de R$ 2 bilhões para projetos de inovação. "Uma delas é o agente local de inovação, que acompanha 40 empresas durante dois anos e orienta sobre inovação", disse, detalhando que são quase 50 mil empresas com 1500 agentes em campo.



MDIC



O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, cancelou a participação que faria nesta manhã no evento da CNI e do Sebrae. Segundo o presidente da CNI, Robson Braga, o ministro foi chamado pela presidente Dilma Rousseff para discutir questões ligadas ao plano de incentivo às exportações que deve ser lançado pelo governo em breve.



O evento conta com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, que já está no local, além de diversos empresários do setor. À tarde está prevista palestra com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.



Propostas



De acordo com o presidente da CNI, o setor tem levado diversas propostas ao governo, embora seja difícil no atual momento de ajuste fiscal conseguir estímulos tributários.



"Nós passamos por um momento sério, de dificuldades no mercado, de aumento significativo nos custos das empresas, com o consumo diminuindo em função da crise interna na economia e dificuldades também no setor externo, com alguns países em crise e a desaceleração da China", comentou Braga.



Segundo ele, o governo tem procurado tomar providências, para além do ajuste fiscal, para garantir que possa haver retomada de um crescimento sustentável no futuro. "Temos procurado levar propostas ao governo. Neste momento é difícil discutir questões ligadas à tributação, mas temos planos de simplificação, desburocratização, concessões de infraestrutura, que podem ajudar a melhorar a competitividade da indústria brasileira", explicou.



"São propostas para que a indústria não esteja tão dilapidada ao final do ajuste, para que a indústria tenha uma participação no PIB que seja compatível com a grandeza que o setor sempre teve".


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