Notícias Empresariais

Tweet

Empreendedorismo por necessidade deve aumentar ao longo deste ano

São Paulo - Diante da expectativa de retração da economia do País, é possível que as pessoas passem a empreender mais por necessidade e em setores que não demandem muitos investimentos, como a prestação de alguns serviços.





Além disso, especialistas afirmam que momentos de crise também geram oportunidades de negócios, como a criação, por exemplo, de startups que desenvolvam soluções para reduzir o custo de nossas empresas.





A coordenadora da incubadora de negócios da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Letícia Menegon, afirma que, em áreas do mercado que não exigem muitos custos, é possível empreender mesmo em época de dificuldades econômicas. "Se estamos pensando em um negócio que demanda baixo investimento, não vejo motivos para não arriscar", afirma Menegon.





"No setor de serviços, é possível encontrar um ramo de atividade em que você vá vender o seu conhecimento, como uma prestação de serviço de manutenção de máquinas, por exemplo. Nesse caso, não é preciso uma estrutura física para conseguir trabalhar e nem grandes custos de investimento como exige uma indústria", complementa a especialista.





Menegon também diz que em épocas ruins para a economia, é comum que um funcionário demitido por uma indústria, por exemplo, passe a ser prestador de serviços para essa mesma empresa. "Épocas de crise também fomentam o empreendedorismo", ressalta.





Contudo, ela também lembra que muitos empreendedores irão sofrer neste ano com a possível queda da economia, principalmente aqueles que dependem de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), ou de bancos comerciais.





Na última terça-feira, uma pesquisa divulgada pelo Sebrae-SP mostrou que, no ano passado, as médias e pequenas empresas (MPEs) paulistas dos setores da indústria e do comércio tiveram queda em seu faturamento, ao passo que os serviços conseguiram registrar crescimento. As indústrias registraram queda de 1,8% em sua receita e o comércio em 5,9%. Já os serviços elevaram sua renda em 6,5%, sendo beneficiado pela melhora da receita dos segmentos de transportes e armazenagem, por conta do movimento para a Copa do Mundo.





Startups





O coordenador do Laboratório de Startups e professor da ESPM, Marcelo Pimenta, diz que as empresas iniciantes também encontram oportunidades em momentos adversos. "Atualmente, há startups que estão prometendo reduzir os custos das empresas. Nesse sentido, podemos pensar em uma startup que irá desenvolver uma automação de marketing, por exemplo, para melhorar a verba de uma companhia, ilustra o professor da ESPM.





Contudo, Pimenta ressalta que, dependendo do segmento da empresa iniciante, o fraco desempenho da economia também pode ser prejudicial, principalmente em áreas do setor de comércio.





O gestor de projetos da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Guilherme Junqueira, afirma que há um grande potencial de crescimento das empresas iniciantes no Brasil. "Existem inúmeras oportunidades e mercados carentes de inovação como: educação, transporte, logística, entre outros. Outra característica importante é que as startups conseguem enxergar as demandas do mercado antes do que as grandes empresas e conseguem se adequar à volatilidade com mais rapidez", finaliza Junqueira.



Texto confeccionado por: Paula Salati


[ voltar a listagem de notícias ]