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Trabalho informal e por conta própria puxam a queda do desemprego

O fenômeno ganhou força no trimestre até julho. A taxa de desemprego caiu para 12,8% no trimestre até julho, puxada — no setor privado — pelo trabalho sem carteira assinada e por conta própria. O IBGE apurou que 13,3 milhões de pessoas ainda buscam uma ocupação sem encontrar, número muito elevado, mas inferior aos 14 milhões do período até abril.



O brasileiro está “dando seu jeito”. A taxa recuou 0,8 ponto no trimestre. Enquanto o emprego com carteira assinada ficou estável, a ocupação informal saltou 4,6% desde a pesquisa de abril, um incremento de 468 mil pessoas. Outros 351 mil trabalhadores passaram atuar por conta própria, avanço de 1,6%. O movimento já havia sido captado na pesquisa anterior, de junho. Como o funcionalismo público também teve desempenho positivo, com a contratação de 423 mil profissionais, o Brasil agora tem 90,7 milhões de trabalhadores, ou 1,4 milhão a mais que na Pnad de abril.  



A melhora do mercado de trabalho nos últimos meses é um passo importante na recuperação da atividade. A massa de rendimento cresceu 1,3% em apenas três meses, movimentando o comércio, os serviços e a indústria. O BNDES lembra, porém, que os empregos são precários, de baixa qualidade. 



Mas há muito que melhorar. Nas comparações com o ano anterior, o cenário ainda está pior. O país tinha 11,8 milhões de desocupados no mesmo trimestre de 2016, quando a taxa estava mais baixa, em 12,8%.  


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