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Ano será de desafio para micro e pequenas empresas

Micro e pequenos empresários têm mais a se preocupar em 2015 além do recuo no consumo. As atenções também devem se voltar para Brasília, uma vez que, embora 2014 tenha sido um ano de conquistas para a categoria, ainda há muito a se avançar na legislação para criar um ambiente mais favorável às MPEs.





Ao fazer um balanço de 2014, o presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva destaca a regulamentação da priorização das MPEs nas compras do poder público como um importante ponto a favor. Para preparar as empresas para esta nova realidade, a Comicro pretende realizar treinamentos e atuar junto aos governos para que não haja o já conhecido retardamento no pagamento, uma vez que as micro e pequenas empresas têm faturamento reduzido e não podem esperar muito tempo.





“Em 2015 temos muito trabalho a fazer”, ressalta José Tarcísio. Entre os desafios, ele chama a atenção para a necessidade de ampliação das faixas de enquadramento no Supersimples, como é conhecido o capítulo tributário da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas que simplifica e reduz a cobrança de impostos para as MPEs. “Queremos pelo menos dobrar o teto”, diz o gestor. Atualmente, o limite para ser enquadrado é faturar até R$ 360 mil anuais, no caso das microempresas, e de R$ 3,6 milhões para as de pequeno porte.



Superintendente do Sebrae Pernambuco, Oswaldo Ramos ressalta os avanços da Lei Geral na extensão dos benefícios para mais 142 segmentos, principalmente profissionais liberais. “Há uma expectativa de que haja novas inclusões este ano”, acrescenta.





OPORTUNIDADES - Ao analisar o quadro geral para o micro e pequeno negócio, Oswaldo Ramos lembra que 2015 vai ser um ano de desafios, em função das dificuldades de ajuste da economia. Ele reforça que a redução das compras por parte do consumidor, que vem do aumento da inflação e da taxa de juros, tem impacto imediato em muitas MPEs. “Isso vai exigir posições fortes de controle e ajustes por parte dos empresários”, alerta. Ele diz que é preciso estar muito atento à gestão de estoques e à redução de custos fixos, como água e energia.





“São coisas que, quando o ambiente está favorável, não costumamos prestar atenção”. Mas ele destaca que o enfrentamento não é feito só de cortes. É preciso investir. “A qualificação dos empregados e do próprio gestor é fundamental para que haja uma produtividade maior”, orienta. E isso também influi diretamente no planejamento, que é indispensável. “Tem que fugir do ‘eu acho’ ou do ‘todo ano é assim’”.


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