Notícias Empresariais

Tweet

Governo sinaliza que vai dar trégua a pagamentos de empresários no PSI

O governo federal pode conceder em breve uma espécie de trégua aos pagamentos dos financiamentos feitos por empresas e indústrias para a compra de máquinas e equipamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).



Durante reunião ocorrida hoje (15) à tarde, no Palácio do Planalto, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, disse aos empresários que há uma “possibilidade concreta” de que os pagamentos sejam suspensos momentaneamente por conta da crise econômica, mas que a medida ainda está sendo discutida pelo governo.



De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, César Prata, a concessão já foi anunciada pelo ministro Armando Monteiro, e é uma resposta importante à demanda do setor, feita há quase um ano. Segundo a assessoria do ministro, foi dada uma sinalização no sentido de que existe espaço de debates dentro do governo, mas ainda é necessária uma deliberação de instâncias como o Conselho Monetário Nacional (CMN).



O pedido dos empresários se refere aos pagamentos de empréstimos feitos por eles para a compra de insumos, maquinários e bens de capitais financiados pelo BNDES via PSI. Criado em 2009, o programa é renovado anualmente com novas taxas de juros e diferentes aportes. No ano passado, o orçamento para 2015 foi reduzido e os juros subiram..



Segundo Cesar Prata, os detalhamentos da medida ainda serão discutidos pelo governo, mas a suspensão dos pagamentos seria temporária, já que os prazos dos financiamentos geralmente são longos.



“A estagnação nos colocou em uma posição difícil para honrar estes compromissos. Temos financiamento para pagar uma máquina, ou um caminhão. Podemos ter uma trégua nesse financiamento por meio ano, por um ano? Depois você volta a pagar. Só para passar esse momento difícil. O objetivo sempre é não fechar empresa. Manter empregos. E conseguimos, digamos, a concessão do governo, hoje, num anúncio importante para o nosso setor. Isso está sendo ultra bem-vindo para a nossa categoria”, explicou.



Durante o encontro com a presidenta, empresários e representantes de centrais sindicais apresentaram sete propostas para a retomada do crescimento econômico do país. Na próxima sexta (18), eles têm uma nova reunião agendada para ouvir de Dilma o que poderá ser acolhido pelo governo.


[ voltar a listagem de notícias ]