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Possível alteração no Pis/Cofins preocupa os empresários

A possível mudança no imposto Pis/Cofins preocupa representantes de empresários de São Paulo. Eles temem que as alterações em estudo pela Receita Federal aumentem a carga de impostos.



O governo justifica o projeto como forma de simplificar os cálculos e reduzir a burocracia nas empresas. O imposto varia de 3,65% a 9,25% do faturamento, dependendo da empresa.



O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que participou de um seminário na Associação Comercial de São Paulo, fez uma conta e acredita que a mudança pode elevar a alíquota de alguns setores, como a construção civil e os serviços. De acordo com o cálculo, eles passariam para a alíquota de 9,25%.



Ainda segundo o instituto, as medidas aumentariam a arrecadação do governo em R$ 50 bilhões, mas existe a promessa de compensar o aumento da alíquota, só que os empresários alegam que nesses setores, a principal despesa é com a mão de obra e não com a matéria-prima. Assim, não haveria compensação.



“O governo coloca uma proposta que nós denominamos um boi de piranha para que a sociedade pense que haverá uma simplificação do sistema, mas o que pretende efetivamente é o aumento de arrecadação, o aumento da carga tributária”, disse Gilberto do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.



“Nós vamos emitir um manifesto, colher a assinatura de todas as entidades que aqui estiverem e marcar uma audiência com o presidente da Câmara dos Deputados e com o presidente do Senado para que fique consagrado a rejeição de qualquer aumento de tributos”, disse José Maria Alcazar, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.



Em nota, a Receita Federal disse que as informações estão completamente equivocadas porque a proposta de reformulação do Pis/Cofins sequer foi concluída e que também não foram definidas a alíquota e a base do novo tributo.


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