No início de um novo projeto, tudo tem vigor e tudo nos
entusiasma. Inúmeras possibilidades se abrem diante de
nós; nossa esperança alcança vôos e
nossa energia e animação são ilimitadas.
Porém,
conforme os problemas vão aparecendo, o entusiasmo inicial
talvez comece a se desgastar. O futuro perde algumas das suas
promessas e nossa vontade e determinação podem vacilar.
Parece
muito mais fácil procurarmos formas de evitar o trabalho
do que nos deixarmos inspirar pelos desafios que ele oferece.
Quando
o trabalho nos faz exigências difíceis, nossa opção
pode ser a de reter a nossa energia. Como não nos colocamos
no trabalho, nossa energia se torna dispersa e confusa, e começamos
a divagar, de um dia para o outro.
Vemo-nos buscando desculpas para não trabalhar de modo
eficiente: não estamos nos sentindo bem ou precisamos de
mais tempo. Assim que as distrações aparecem, logo
recorremos a elas, fazendo pausas freqüentes ou saindo para
fazer coisas desnecessárias, talvez parando pelo caminho
para conversar com um amigo.
No
final do dia, foi muito pouco o que o nosso tempo rendeu. No entanto,
se encarássemos nosso trabalho de forma direta, talvez descobriríamos
que ele é bem menos ameaçador do que tememos; perdemos,
porém, a oportunidade de perceber isto, quando optamos por
nos afastar.